Gestão de Pintura Industrial: como transformar uma operação de pintura em uma operação eficiente

Cisotto | Soluções Empresariais

9/10/20266 min ler

Uma operação de pintura industrial não deve ser analisada apenas pela capacidade de pintar uma peça.

Por trás de cada peça pintada existe uma série de fatores que determinam o desempenho da operação: capacidade da linha, velocidade, ocupação, preparação das peças, aplicação, cura, consumo de tinta, mão de obra, paradas, qualidade, retrabalho, manutenção e, principalmente, a forma como tudo isso é gerenciado.

É possível ter uma linha de pintura moderna, bons equipamentos e profissionais experientes e, ainda assim, apresentar custos elevados, baixa produtividade e perdas que não são claramente identificadas.

Por isso, gestão de pintura industrial é muito mais do que administrar pessoas ou garantir que as peças sejam pintadas. É administrar uma operação.

O que é gestão de pintura industrial?

A gestão de uma operação de pintura industrial envolve o controle sistemático dos recursos, processos e resultados relacionados à pintura.

Isso significa compreender o funcionamento da operação, estabelecer padrões, acompanhar indicadores, identificar perdas e tomar decisões com base em dados.

Entre os principais elementos que precisam ser acompanhados estão:

  • capacidade produtiva;

  • produtividade;

  • ocupação da linha;

  • velocidade do transportador;

  • tempo de operação e de parada;

  • consumo de tinta;

  • consumo de gás e outros insumos;

  • utilização da mão de obra;

  • qualidade das peças;

  • retrabalho;

  • desperdícios;

  • manutenção;

  • custos operacionais.

Quando esses elementos não são medidos, a empresa passa a administrar a pintura principalmente pela percepção da equipe.

E isso pode ser um problema.

Uma boa linha de pintura não garante uma boa operação

Um erro comum durante a implantação de uma operação de pintura é concentrar a atenção nos equipamentos.

A empresa investe em cabine, estufa, transportador, sistema de aplicação, pré-tratamento e outros recursos necessários para a operação.

Mas a aquisição dos equipamentos é apenas uma parte do projeto.

Depois que a linha entra em funcionamento surgem perguntas que precisam ser respondidas:

Qual é a capacidade real da linha?

Quantas peças conseguimos produzir por hora?

Qual deveria ser a ocupação da linha?

Quanto estamos consumindo de tinta por peça ou por área pintada?

Quanto tempo estamos perdendo com paradas?

Quanto custa uma hora de operação?

Quanto estamos gastando com retrabalho?

Qual é a produtividade da equipe?

Sem respostas objetivas, torna-se difícil saber se a operação está realmente apresentando um bom desempenho.

O problema pode estar na gestão, não na pintura

Uma operação pode apresentar problemas aparentemente relacionados ao processo de pintura, quando na realidade a causa está em outro ponto.

Uma baixa produtividade, por exemplo, pode estar relacionada à forma como as peças são disponibilizadas para a linha.

Uma elevada quantidade de retrabalho pode estar relacionada à preparação das peças, aos parâmetros do processo, à aplicação ou à própria organização da produção.

Uma linha aparentemente "lenta" pode, na realidade, estar trabalhando abaixo de sua capacidade por falta de ocupação adequada.

Da mesma forma, um elevado consumo de tinta pode não estar relacionado apenas ao equipamento de aplicação, mas também à forma como as peças são posicionadas, aos parâmetros utilizados e às características dos produtos.

Por isso, antes de propor uma solução, é necessário compreender a operação como um sistema.

A importância dos indicadores na pintura industrial

Não é possível gerenciar aquilo que não conseguimos enxergar.

Os indicadores têm justamente essa função: transformar o comportamento da operação em informações que possam ser analisadas.

Alguns indicadores podem ajudar a responder perguntas importantes:

Capacidade

Quanto a linha é capaz de produzir em determinadas condições?

Produtividade

Quanto estamos efetivamente produzindo em relação aos recursos utilizados?

Ocupação

Quanto do espaço e da capacidade disponível da linha está sendo aproveitado?

Paradas

Quanto tempo a operação deixa de produzir e por quais motivos?

Qualidade

Quanto do que foi produzido precisa ser retrabalhado ou descartado?

Consumo

Quanto de tinta, gás, produtos químicos e outros recursos são utilizados?

Custos

Quanto efetivamente custa manter a operação funcionando?

O objetivo não é criar indicadores simplesmente para preencher planilhas.

O indicador precisa ajudar alguém a tomar uma decisão.

Implantar uma pintura industrial exige mais do que colocar a linha para funcionar

Quando uma empresa está implantando uma nova operação de pintura, existe uma curva de aprendizado.

A equipe precisa conhecer os equipamentos, compreender os processos, estabelecer parâmetros, desenvolver métodos de trabalho, definir responsabilidades e criar uma rotina de acompanhamento.

Durante esse período, é comum surgirem ajustes.

O problema é quando a empresa não possui um método para identificar o que está acontecendo.

Nesse cenário, pode levar meses até que a operação alcance um nível de estabilidade — e parte desse aprendizado pode acontecer às custas de desperdícios, retrabalho, paradas e custos adicionais.

Uma estruturação adequada desde o início pode reduzir essa curva de aprendizado e permitir que a operação seja construída com maior controle.

E quando a empresa decide internalizar a pintura?

Outro cenário comum é a internalização de uma operação que anteriormente era terceirizada.

A empresa passa a ter maior controle sobre o processo, mas também passa a assumir uma série de responsabilidades que antes estavam com o fornecedor.

Agora é necessário administrar:

  • equipamentos;

  • pessoas;

  • insumos;

  • qualidade;

  • manutenção;

  • produtividade;

  • capacidade;

  • custos;

  • indicadores;

  • programação;

  • problemas operacionais.

A internalização pode fazer sentido para determinadas empresas, mas ela não deve ser analisada apenas pelo custo de pintar internamente.

É necessário compreender quanto realmente custa operar a pintura internamente e qual estrutura será necessária para mantê-la funcionando de forma eficiente.

Quando uma operação de pintura precisa ser avaliada?

Não é necessário esperar que a operação esteja em uma situação crítica.

Uma avaliação pode ser útil quando a empresa:

  • está implantando uma nova linha;

  • está internalizando a pintura;

  • pretende aumentar a capacidade;

  • possui problemas recorrentes de qualidade;

  • apresenta elevado retrabalho;

  • não conhece sua capacidade real;

  • possui paradas frequentes;

  • percebe desperdícios;

  • tem dificuldade para controlar custos;

  • possui uma operação sem indicadores;

  • ou simplesmente deseja entender onde existem oportunidades de melhoria.

O objetivo de uma avaliação não deve ser procurar problemas a qualquer custo.

Deve ser compreender como a operação funciona e identificar onde existe potencial de melhoria.

Como deve ser uma gestão eficiente de pintura industrial?

Não existe uma única fórmula aplicável a todas as empresas.

Cada operação possui características próprias.

O produto, o volume, o mix, o tipo de tinta, os equipamentos, a velocidade da linha, o layout, o número de turnos e as características das peças influenciam diretamente o desempenho.

Por isso, uma abordagem adequada começa pelo conhecimento da realidade da empresa.

Um processo de trabalho pode seguir cinco etapas:

1. Conhecer

Compreender o processo, os equipamentos, os produtos, os recursos e os objetivos da empresa.

2. Avaliar

Levantar dados e identificar restrições, perdas, gargalos e oportunidades.

3. Estruturar

Estabelecer métodos, padrões, indicadores, responsabilidades e rotinas de gestão.

4. Melhorar

Atuar sobre as principais causas identificadas e acompanhar os resultados.

5. Consolidar

Garantir que os métodos e resultados sejam incorporados à rotina da operação.

Gestão não significa apenas reduzir custos

Esse ponto é importante.

Uma gestão eficiente não deve buscar simplesmente o menor custo possível.

Uma redução de custo que comprometa qualidade, segurança, capacidade ou estabilidade da operação pode gerar um problema maior posteriormente.

O objetivo deve ser encontrar o equilíbrio entre:

produtividade + qualidade + capacidade + custo + estabilidade.

Uma operação eficiente é aquela em que a empresa consegue compreender seus resultados e controlar os fatores que determinam seu desempenho.

Quando a empresa precisa de mais do que uma consultoria

Em algumas situações, identificar os problemas e apresentar recomendações não é suficiente.

A empresa pode estar implantando uma nova operação ou passando por uma mudança significativa e precisar de apoio mais próximo durante determinado período.

Nesses casos, existem modelos de atuação em que uma empresa especializada pode participar diretamente da estruturação e gestão da operação de pintura, ajudando a estabelecer processos, indicadores, métodos de trabalho e desenvolver a equipe.

Esse modelo pode ser especialmente relevante durante períodos de implantação, estabilização ou transformação da operação.

O objetivo não é simplesmente disponibilizar mão de obra.

É desenvolver uma operação organizada, mensurável e capaz de sustentar seus resultados.

O primeiro passo é entender a operação

Antes de investir em novos equipamentos, aumentar a equipe ou alterar parâmetros do processo, é importante entender o que realmente está acontecendo.

Onde estão as perdas?

Qual é a capacidade real?

Quais são as principais restrições?

Quanto custa a operação?

Quais problemas possuem maior impacto?

Quais melhorias podem ser realizadas com os recursos existentes?

Essas perguntas ajudam a transformar uma percepção genérica de que "a pintura está com problemas" em uma visão objetiva da operação.

Uma operação que pode ser medida pode ser gerenciada.

E uma operação que pode ser gerenciada pode ser continuamente melhorada.

A CISOTTO e a gestão de operações de pintura industrial

A CISOTTO | Soluções Empresariais atua no desenvolvimento e melhoria de operações industriais, com foco em processos, produtividade, capacidade e gestão.

Em operações de pintura industrial, nossa abordagem parte da compreensão do processo e da realidade de cada empresa para identificar oportunidades e estruturar ações adequadas ao cenário encontrado.

A atuação pode envolver diagnóstico, estruturação, implantação, gestão e melhoria da operação, de acordo com a necessidade do cliente.

Se sua empresa possui uma operação de pintura industrial, está implantando uma nova linha ou está avaliando a internalização do processo, o primeiro passo é entender o cenário atual.

Quer entender melhor a sua operação de pintura?

Entre em contato com a Cisotto | Soluções Empresariais e solicite uma avaliação inicial.

CISOTTO | Soluções Empresariais
Gestão, Melhoria de processos e eficiência operacional